Itapeva fica em região de serra, com propriedades espalhadas, ramais longos, umidade alta em boa parte do ano e temporais com descargas atmosféricas frequentes. Esse conjunto cobra caro da instalação elétrica e explica por que os problemas na cidade têm um padrão diferente do de área urbana densa.
Padrão de entrada e ramal em propriedade rural
Em sítios e chácaras, a entrada de energia costuma ser o ponto mais castigado: caixa com corrosão, tampa vencida, cabo ressecado pelo sol, disjuntor geral fora de especificação e aterramento inexistente ou apenas simbólico. A adequação do padrão segue as exigências da concessionária e é o que garante que todo o resto da instalação funcione com estabilidade. Sem isso, qualquer correção interna é paliativa.
Aterramento e proteção contra surto
Queima recorrente de equipamento depois de temporal quase nunca é azar. Na maioria dos casos existe aterramento ausente, mal executado ou com resistência alta demais, somado à falta de dispositivos de proteção contra surto dimensionados para o local. O trabalho correto começa por avaliar o aterramento existente antes de indicar qualquer equipamento, porque protetor instalado sobre aterramento ruim não protege.
Bomba d'água, poço e motores
Propriedade com bomba tem circuito crítico. Os problemas mais comuns são circuito compartilhado, proteção genérica no lugar de proteção para motor, chave de partida inadequada, boia de nível com contato sujo e cabo subdimensionado para a distância. Corrigir esses pontos elimina a maior parte dos desarmes e das queimas repetidas de bomba.
Iluminação externa, portão e áreas abertas
Em imóveis de serra, tudo que fica exposto sofre: caixa de passagem alagada, conduíte com água, luminária sem vedação, emenda direto no tempo e placa de portão com umidade. A solução envolve componentes com grau de proteção adequado, caixas seladas, drenagem correta e circuito próprio para a área externa, evitando que uma falha lá fora derrube a energia da casa inteira.